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quarta-feira, 25 de abril de 2007

A Mina de Ouro do Google

Sábado, Julho 08, 2006
A Mina de Ouro do Google
Google fechou 2005 com receita de US$ 6,139 bilhões, aumento de 92,5% sobre os US$ 3,189 bilhões de 2004. No ritmo atual deve faturar US$ 9,5 bilhões este ano. Seu valor de mercado é de US$ 123,4 bilhões, mais que a Coca-Cola, HP e Dell.

Qual é o segredo de números tão fantásticos? A propaganda online. Mais especificamente os links patrocinados, conhecidos também por AdWords, responsáveis por 98% dos ganhos do líder do sistema de buscas no ano passado.

Pesquisa recente da consultoria Forrester Research indica que, no final da década, 10% de todo o bolo publicitário americano, algo em torno de US$ 15 bilhões, serão investidos na rede. No Brasil, ainda não existem dados consistentes, mas os analistas acreditam que, no momento, se trata de um mercado de US$ 40 milhões. "E em dois ou três anos, acho que conseguiremos alcançar o mesmo nível americano", diz Emerson Calegaretti, gerente sênior de Vendas do Google Brasil.

O modelo do AdWords é muito simples: pesquisas associadas a anúncios. Quem faz uma busca, por exemplo, por bonecas, recebe, além dos resultados tradicionais, links para páginas de fabricantes do brinquedo ou lojas virtuais que o vendem. Muito bom para o anunciante que, além da exposição de sua propaganda, só paga por ela se o link for clicado.

O baixo custo do serviço e a possibilidade de medir o retorno do investimento de imediato conduziram ao mundo da publicidade na internet milhares de pequenas e médias empresas que não tinham condições de entrar nele.

Mais vantagens - Outra vantagem do AdWords é sua capacidade de levar os anúncios a quase qualquer idioma e localização em todo o mundo. É possível, por exemplo, direcioná-los para falantes de espanhol na Califórnia ou de português no Brasil. Esse recurso permite ampliar uma campanha de marketing para vários públicos-alvo.

Um exemplo prático do uso do AdWords está no livro "A Busca", de John Batelle, editor da "Wired", a bíblia da tecnologia: "Você vende sapatos para homens de pé grande e não tem dinheiro para anunciar na mídia estabelecida. Mas, no Google, compra, por alguns dólares, expressões como "pé grande". Imediatamente, quando alguém procura por 'pé grande' no Google, logo ao lado dos resultados da busca, está o seu site e o seu anúncio".

Só há um porém em todo esse mar de benefícios: as palavras-chave são vendidas em sistema de leilão. Quem dá o lance mais alto aparece com mais destaque. Mas paga mais por isso. Mesmo assim, vale a pena, segundo Carlos Alberto Scalercio da Flowerland, site carioca que entrega flores a domicílio.

"É a única mídia mais acessível que existe no momento", afirma Scalercio.

É interessante assinalar que o Google não está sozinho no negócio e não é seu inventor. O pioneiro foi o empresário americano Bill Gross. Em 1998, ele criou a GoTo.com, com resultados pagos e leilão de palavras. Seis anos depois, rebatizada de Overture, a empresa foi comprada pelo Yahoo por US$ 1,6 bilhão.

O sistema foi copiado pelo Google, que fez acordo de US$ 300 milhões para acabar com uma disputa de patentes com o rival. "Já vendemos 1 milhão de palavras e suas combinações", diz Guilherme Ribenboim, responsável pela operação brasileira da Overture.

A Microsoft, que usa o serviço da Overture para exibir os links no portal MSN, também está desenvolvendo algo similar ao AdWords. Até mesmo o eBay deve entrar no jogo. E com a compra da Skype, pioneira das chamadas telefônicas via internet, especula-se que o site de leilões permita ao internauta fazer na hora uma ligação para o anunciante e comprar o produto. Isso ficaria mais caro que um clique, mas a taxa de retorno seria bem mais alta.

Fonte: Jornal do Comércio

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